Até agora, não se notaram muitas visitas A LUA. Estou a referir-me, claro está, a este tópico.
Será por já andarmos todos na Lua?
Talvez tivessem preferido ir até Marte, para verem se lá seria como disse o meu primo.
Quando me dizem que, se eu estivesse na Lua, sentiria o mesmo que na Terra, pois veria tudo a girar à minha volta, o que me levaria a pensar que a Lua estaria no centro do Universo, isso não poderia ser verdade e só é pena que os astronautas não tivessem feito observações astronómicas quando lá passaram algum tempo. Aliás, eu nem sei bem, nunca li nada, sobre o que eles lá foram fazer, mas acredito que tenham lá ido com o objectivo de esclarecer algumas dúvidas interessantes.
Seja como for, nós por cá temos a mania que somos capazes de imaginar como teriamos de ver as coisas siderais em qual ponto da Lua. Sendo certo que a imaginação é muito importante para conseguirmos ver coisas que nunca vimos nem podemos ver, por imaginarmos. A verdade é que ela tem ajudado muitíssimo os cientistas a descobrirem coisas e a criarem muitas e muitas teorias e hipóteses, que ainda enchem a longa lista daquelas que nunca passam de teorias e hipóteses, isto é, disso mesmo, mas que nos vão entretendo a desenvolver a nossa própria imaginação. Por isso é que há pessoas com fértil imaginação, o que nos destingue dos animais mais inteligentes, embora digam que eles não são inteligentes, só por a maioria deles se guiarem pelos instintos naturais, que são uma espécie de CDs reguladores.
Por isso, é que eu pensava que não me levariam a mal se pensasse o que poderia ver na Lua se lá estivesse alguma vez, o que é inteiramente impossível, por não ter posses para uma viagem e estadia dessas. Eu nem tenho posses para ir, uma vez por ano, à minha terra natal!... vejam lá!
Mas, como sou habitante da Terra, e estou aí a uns 38 graus, mais coisa menos coisa, acima do Equador, que é um plano imaginário (cá estou eu a imaginar!) que está perpendicula ao Eixo da Terra, de tal modo que daqui ninguém o poderá tirar, daqui vejo, eu quero dizer imagino, que se me intalasse na Lua do lado de cá, isto é, do lado que sempre está voltado para a Terra, que estaria sempre sempre a ver a Terra em cada momento, quer fosse de dia, quer fosse de noite, na Lua em cada 29 voltas que visse dar à Terra.
Por outro lado, se me instalasse no lado oposto que está sempre (não, não é às escuras!) do lado de lá, eu nunca poderia ver a Terra, durante o tempo, que na Terra decorressem os anos, os lustros, os séculos, os milénios ... até porque eu (e nós todos), deixaria mesmo de existir.
E, como lá, na Lua, os dias não têm 24 horas como na Terra, não seria possível (imagino eu, na minha teoria) que as observações dos céus lunares teriam de ser diferentes. Assim, o céu lá não dá uma volta em 24 horas de cá, etc. etc.
E, por aqui se poderá imaginar o que seria se estivesse no Marte, que imagino a percorrer a sua órbita à volta, não só da Terra, como da Lua e do Sol, incluindo o Mercúrio e o Vênus. E, se aqui falo do Mercúrio, não é que ele seja coisa parecida com aquele mercúrio que servia para medir a febre que às vezes nós tínhamos, que é uma espécie de metal líquido com uma grande força molecular, não!. Como é um planeta ferroso, penso eu, lunca lá estive, não imagino como ele poderá estar em estado liquido, uma vez que é o que está mais perto, e tão perto, do Sol, se aqui, muito mais longe dele, na Terra, o calor do Sol até quasi derrete o ferro.
Ora, dou agora por mim, tão entusiasmado com a Lua, desviado da minha rota.
Peço desculpa por este desvio, mas iremos aprendendo com as voltas que o mundo dá.
Um Novo Ano de felicidades para todos os que poisarem nesta LUA.
João Cândido