R-mens#45
Caro Xerife
P-“E tem mesmo de apontar? E Como é que sabe se aponta sempre para o mesmo ponto do espaço?”
R- O Eixo da Terra ao prolongar-se para o lado norte da Esfera Celeste, isto é, sendo uma linha recta, aponta no sentido de um ponto do tecto da Esfera celeste que se chama Polo Norte celeste.
Havendo uma estrela, normalmente bem visível para os povos do hemisfério norte, seria natural que eles procurassem verificar se o Eixo, seguindo no sentido do Polo Norte celeste, estaria ou não passando pela Estrela Polar.
Foi o que eu próprio quis verificar. E, embora já se soubesse que o Eixo da Terra passava muito próximo dessa estrela (uns 40’ +-) com um ângulo de poucos minutos, a partir do princípio dos anos 40, comecei a observar, ainda não com um verdadeiro telescópio, mas a olho nu; como já tenho explicado várias vezes, inclusivamente, quando das perguntas feitas ao Portal do Astrónomo, que mais tarde deixou de responder, por deixar de ter colaboradores para o efeito.
Entretanto, tendo comprado um telescópio, passei a realizar ainda em melhores condições essas e outras observações e a confirmar isso mesmo.
Assim, garanto que, qualquer pessoa, pode também verificar isso, quando em condições favoráveis, quer atmosféricas, quer sem poluição luminosa: o Eixo da Terra passa muito próximo da Estrela Polar, por isso, até se poderá considerar a própria Estrela Polar como se fosse, exactamente, o Polo Norte celeste, quando nos alheemos do extremo rigor.
Porém, não é só a observação da Estrela Polar ou a busca do sítio em que passa a Linha recta do Eixo da Terra, que nos indica, com segurança, que a Terra não pode girar à volta do Sol!
E, sendo essa recta que indica o sentido em que se situa o Eixo da Terra, a partir do seu centro, teremos o sentido norte que aponta para o ponto do Polo Norte celeste e, do outro lado, o sentido sul que aponta para o ponto do Polo Sul celeste; pontos esses, que, pelo menos, durante um ano ou séculos seguintes, permanecem no mesmo lugar dos respectivos Círculos polares celestes, digamos, por neles se estarem projectando os respectivos círculos polares terrestres, o que não poderia acontecer se a Terra girasse à volta do Sol, quer este astro estivesse ou não no centro (ou foco) dessa suposta órbita.
Pelo exposto, entendo que, a recta do Eixo da Terra, quer no sentido norte, quer no sentido sul, não pode deixar de apontar para os respectivos polos celestes, bem conhecidos, que revelam não poderem abranger outras estrelas do céu.
R-mens#45
P-“ Quais são as suas referências para afirmar isso? – E será que essas referências não se deslocam também com a Terra dando a ilusão de ambos permanecerem imóveis um em relação ao outro? ”
R- Se bem consigo entender estas suas perguntas, além das referências já antes apontadas, temos, por exemplo, as observações que podem fazer-se ao longo da linha do Plano do Equador celeste e dos movimentos do Sol nos céus entre os momentos em que passa pelos pontos solsticiais e equinociais, alternativamente, nas datas conhecidas.
A permanência dessas referências confirmam a não deslocação da Terra.
A pergunta que se seguiu, explicada no exemplo da sua deslocação de 500 metros para o lado parecer, em relação à Lua, que nem um nem outro mudaram de lugar, não se tratará de outra coisa, talvez, senão de uma ilusória e momentânea aparência, sabido que não pode ser realmente verdadeira, pois só a Lua é que não pode saber que ambos, realmente, se moveram.
Até, não pode deixar de ser possível que no momento, se possa saber que ambos se estão movendo e até ser possível saber quantos quilómetros a Lua terá percorrido enquanto andou os 500 metros.
Tenho verificado com muita frequência, e até alguma mágoa, pois não deixa de ser muito estranho, que muitas pessoas, que se tomam por cientistas modernos adeptos do heliocentrismo, não gostam que se lhes fale de Eixo da Terra, Equador celeste, equinócios. Solstícios, fases da Lua, Estações do ano, etc. etc., mas, tão-somente, de galáxias, buracos negros, viagens espaciais, sondas, cálculos de órbitas percorridas…
Sobre isso, também gostaria, em lugar apropriado, falar disso, começando até pelo Ano Geofísico Internacional, de 1957. …
Mas, o tempo, não dá para tudo, como muito bem sabe e sente..
Espero que eu tenha compreendido as perguntas e me tenha feito compreender.
Cumprimentos
João Cândido