Olá Amigos
Antes de mais, vou agora chamar a vossa atenção para um artigo publicado na Revista SUPER em Caçadores de Estrelas, por Máximo Ferreira, sob o título “Da Terra à Lua”, quando o Sol, na verdade, se desloca para o Trópico de Câncer.
Peço licença para transcrever, com o devido respeito, a parte que agora aqui mais nos interessa.
Começa por nos dizer o seguinte:
“Junho é o mês em que -todos os anos –o Sol atinge a sua maior altura no céu do hemisfério norte. Na verdade, desde Dezembro que, em cada dia, a sua altura máxima (que ocorre ao meio–dia solar de cada lugar) tem vindo a aumentar, tornando-se essa variação progressivamente mais lenta, a ponte de o Sol como que “estacionar” nessa “subida”, por ocasião do dia do “solstício” de Junho. Esse momento –também designado por “solstício de Verão”, na Região Temperada do Norte –ocorre quando o Sol atinge o seu máximo afastamento para Norte do Equador o que é designado por declinação positiva e atinge o valor de 23,5 graus”
Até aqui, temos de concordar com a minuciosidade, que, na dita “verdade”, vai salientando a trajectória do Sol durante os seis meses, INVERNO/PRIMAVERA. .
Mas, chega o momento em que o Sr, Dr. Máximo Ferreira, sente necessidade de acrescentar, na defesa do heliocentrismo, já se vê, claro está!, o que seja o valor de 23,5 graus, dizendo (depois de nos falar da subida do Sol, de repetir o que o Sol atinge…para que se fique sabendo que o valor de 23,5 graus que o Sol atinge acima do Plano do Equador celeste “corresponde à inclinação do eixo da Terra relativamente ao plano da sua órbita , em volta do Sol, e coincidente com a latitude de todos os lugares situados sobre o Trópico de Câncer.
Ora, salvo o devido respeito, em minha modesta opinião, este intercalado “relativamente ao plano da sua órbita, em volta do Sol” não pode deixar de criar a confusão sobre qual astro gira à volta do outro, a impor que seja a Terra que gira à volta do Sol, esse mesmo Sol que “Na verdade, desde Dezembro que, em cada dia, a sua altura máxima …” atingida por ocasião do “solstício” de Junho, quando o Sol atinge o seu máximo afastamento para Norte do Equador…que relativamente a Dezembro serão 2x23,5=47 graus, pois o Sol desde esse momento encontrar-se-ia a 23,5 graus abaixo do Plano do Equador celeste.
É de salientar que o valor de 23,5 graus, resulta, não da inclinação do Eixo da Terra, mas sim, do cruzamento do Plano da órbita que o Sol descreve (Eclíptica) com o Plano do Equador celeste, por isso, o Sol passa no Zénite de todos os lugares situados sobre o Trópico de Câncer, como terá passado no zénite de todos os lugares situados sobre o Trópico de Capricórnio e vai passando ao longo de cada seis meses no zénite de todos os lugares que se situem na sua latitude compreendida dentro dos 23,5 graus abaixo (latitude sul) ou acima (latitude positiva), da Linha do Equador. Pois, se esse cruzamento não existisse, a latitude seria Zero, visto que não é o Eixo da Terra que se pode deslocar no espaço sideral quando, nem ela, Terra, se pode deslocar.
O estranho argumento de que o Sol terá de atrair todos os astros do Sistema solar, que lhe estão próximos, devido à sua astronómica massa, tem de ser devidamente discutido, começando por, só por si, não poder ser verdadeiro em face das circunstâncias em que, cada um, se encontra no espaço sideral.
Cumprimentos
João Cândido