Vamos fazer esta observação astronómica que me parece muito valiosa.
Num local de boa visibilidade, sem poluição luminosa, procuremos apontar o nosso telescópio para a Estrela Polar, que é aquela que fica mais próxima da recta chamada EIXO da TERRA
Sabemos que a Terra executa uma rotação, sobre si própria, como acontece com um pião a qual demora 24 hoas (pouquíssimo mais) Portanto, dá origem a um Eixo de rotação que se estende para norte e para sul do espaço, até ao chamado infinito, isto é, a recta do EIXO da TERRA.
O extremo norte dessa recta que passando pelo centro da Terra se estende para sul e para norte, através dos chamados polos, define o Polo norte e o Polo sul terrestres que se projectam no Polo norte celeste e Polo sul celeste.
Assim, a linha recta do Eixo da Terra em direcção ao polo norte celeste parece passar muito perto da Estrela Polar, segundo vulgarmente se diz.
As explicações que me eram feitas sobre vários fenómenos astronómicos quase sempre com base na hipótese de Copérnico, heliocentrismo, com as observações ocasionais do céu norte em noites límpidas, levaram-me a duvidar que a Terra pudesse executar um movimento de translação à volta do Sol com a duração de 365 dias.
De 1941 a 1942, observei o hemisfério norte celeste para certificar-me de que assim era, durante muitos meses, uma vez que achava estranho que a Terra executasse um movimento de translação à volta do Sol estando a uma distancia dele, de cerca de 150 milhões de quilómetros, do que resultaria em cerca de 300 milhões de quilómetros a distância entre os pontos da órbita da Terra para o Sol, em cada seis meses.
Para que esta observação pudesse resultar foi preciso manter o «telescópio», chamemos-lhe assim, fixado a uma parede ou ao solo durante dias, melhor dizendo noites seguidas, anotando todos os elementos que ia observando, uma vez apontado para a Estrela Polar de modo que ficasse no meio do círculo de observação.
Então, aí dentro de meia dúzia de horas fui verificando que a estrela Polar ia descrevendo uma pequena curva e marquei o ponto central dessa curva.
Na segunda noite de observação apontando esse ponto que havia marcado directamente como de fosse para a Estrela Polar, fui verificando que ela continuava a descrever a curva, mas agora conservando o ponto central, apesar da necessidade de pequeno ajuste até atingir a regularidade.
Durante perto de 4 meses a posição foi-se mantendo.
Passando a realizar essas observações na minha terra natal, distante dali poucos quilómetros, fui verificando que se mantinha exactamente tudo, demonstrando que o Polo Norte celeste, indicado pelo ponto central marcado no vidro de «telescópio», não teria mudado de lugar no tecto da abóbada celeste, mantendo-se a Linha do eixo da Terra a passar muito perto da Estrela Polar.
Esta observação que qualquer pessoa pode fazer em idênticas condições ou ainda melhor com um verdadeiro telescópio, como também já fiz, comprovará que a posição do Polo norte se mantém no mesmo lugar. Mas, atenção! É costume desviar-se o raciocínio para a existência do tal movimento do Eixo da Terra, que dura entre 25 mil anos e mais de 27 mil quando estamos a verificar o que deve passar-se am apenas 4 meses a um ano!
Ora, se a hipótese de Copérnico tão defendida por Galileu, nos sugere a Terra a transladar à volta do Sol, de seis em seis meses não se poderia verificar a permanência do lugar do Polo norte celeste no mesmo lugar do tecto da Abobada celeste, conforme deduzi das figuras geométricas que fiz para as situações observadas, como se vê.
Compreendo a sua situação. É a que acontece com qualquer pessoa o que nos leva a desistir, pois por essas razões de consciência custa duvidar de pessoas julgadas como são. Mas, todos estamos sugeitos a errar. seguindo os conselhos de Galileu, para que haja Ciência não basta acreditar em tudo, tanto mais que se depara com muitas opiniões, hipóteses e teorias, etc. Temos nós próprios que investigar, observar, pensar... muito mais quando a situação é muito duvidosa.
Já reparou, quando se fala de precessão não se sabe se são 23 000, 25 000,,, 27 000 anos?
Os cálculos praticados em astronomia são muito flexíveis. Repare que as órbitas têm de ser matematicamente circulares e se, na realidade, não devem ser devido à influência mais ou menos
pequena que possa desviar a normal, um nada eliptica, chamemos-lhe assim, não devemos pensar em exageros, como aqueles que se têm visto em figuras explicativas dos fenómenos astronómicos.
Pois, para não ser nestes tempos uma astronómica bronca convirá que a coisa se vá desvanecendo lentamente, e, para isso, procurar-se furar a pedra como a água quando cai.
Repare que a situação tem passado a assentar, afinal, na teoria de Geordando Bruno. O Sol, depois da Terra, deixou, também, de estar no Centro e de estar no foco da órbita da Terra... Não se sabe muito bem onde estará num Universo infinito onde se descobrem coisas e loisas que ninguém pode ver, excepto alguns priviligiados.
Por isso, não querem que se perca tempo com coisas que estejam dentro desta Abóbada ou esfera visível.
O meu esforço tem originado uma grande movimentação na arte imaginativa que chega a surpreender esta nova técnica que parece ser dos desenhos parados, em movimento. As contradições irão ficar mais à vista, mas dentro de certos e controlados limites.
Veja, por exemplo, o que se está apresentando ainda encoberto na explicaçã das estações do ano, impondo o lugar do Sol ao centro, com a figura da Terra em 4 posições, evidenciando o chamado plano da ecliptica, mas escondendo o principal que deve ser o plano do Equador celeste, pelo menos.
Veja, ainda, por exemplo, como se continua a representar a figura das fases da Lua, tendo de manter a Terra como parada no meio de uma circunferência, representando a órbita da Lua, iluminadas por raios solares paralelos de um dos lados...
Tanta simplicidade, só para esconder a verdade? Ou não convirá mostrar a verdade, por dificuldades insuperáveis?
Os planetários? Conheço bem. Brinquei com um muito perfeito, mas impossivel de poder representar
um Sistema solar com Sol ao Centro. Espero que me tenho entendido bem.
Estou a ver que o João está a gostar disto.
Por hoje fico aqui.
Um abraço
João Cândido