Amigo João eu não sou dessa opinião e não fiquei com a impressão que tenha tido problemas por causa de ser religioso. O próprio Einstein separava a religião da Ciência e, muito sinceramente, eu também acho que a religião, seja ela qual for, não tem nada que se misturar com a Ciência.
Einstein era muito religioso e até disse uma vez que 'Deus é subtil, mas não malicioso'.
Sobre a Wikipédia, trata-se de uma contribuição conjunta e interactiva de todos os utilizadores e já descobri que dá sim para ver o histórico. Sobre as alterações que referiu, estive a ver algumas e não vi grandes divergências entre o texto inicial e o texto que lá está agora. Pareceu-me apenas que levou uns retoques gramaticais e umas pequenas adições de informação mas nada de especial.
Se ninguém pudesse alterar o conteúdo de um tema, seria uma grande confusão e a wikipédia seria mais um fórum do que uma wiki, João. Correríamos o risco - e seria mesmo o que aconteceria - de haver tantos artigos sobre um tema quantos os contribuidores! Imagine só o que seria. Depois, teríamos de escolher ou fazer fé nos mais conceituados - NASA e outros assim - como acontece agora relativamente a essa questão...
Os cientistas não gostam da wikipédia por causa disso mesmo: cada um escreve o que lhe vier à cabeça e não tem fundamento cientifico nenhum. Trata-se apenas de uma contribuição de 'boa vontade' dos seus utilizadores para partilhar o conhecimento. Mas a gente sabe quanto objectivo é a cabeça de cada um e, por isso, a(s) wiki(s) não devem ser levadas exageradamente a sério mas apenas como uma colectânea de ideias de todos os seus utilizadores...
Pergunta-me se eu tenho a certeza de que a Terra gira em torno do Sol. Eu não tenho mas sinceramente tem toda a lógica e se os grandes estudiosos garantem isso não vejo razão para desconfiar de quem nada tem a ganhar em mentir-me.
Também não tenho a certeza que os legumes me fazem bem à saúde mas acredito que sim. E milhões de outras coisas que me são ensinadas desde pequenino e que eu terei sempre de acreditar porque nunca terei a possibilidade de provar, nem tempo (nem capacidade) para descobrir tudo por mim mesmo. Eu não posso querer 'reinventar a pólvora' e você também não. Não se trata de aceitar tudo mas há limites que devemos ter presente. Se insistirmos, isolados, em teses que, também nós, não conseguimos provar levaremos uma vida muito triste e no fim levaremos a dúvida connosco. É como estar a ver um filme e acabar a electricidade no último intervalo...
Eu estive nesses fóruns que fala, João, e olhe que ninguém o expulsou por ser crente em Deus. Eu, pelo menos não fiquei com essa impressão.
E sabe de uma coisa, Amigo João? A maioria das pessoas que estudam a vida, o universo, a natureza, acabam por ser 'obrigados' a admitir que nada disto é obra do acaso nem de um Big-Bang que aconteceu há um porradão de anos atrás. Mas não podemos estar a espreitar pare dentro do tórax do Zé Alberto, com o crucifixo dependurado do pescoço ou com a Bíblia ou o Corão debaixo do braço!
Eu não tenho a certeza que os meus gatos me percebam mas eu falo com eles como se fossem pessoas. Eu não sei se os telemóveis ou a electricidade fazem mal à saúde mas eu uso ambas as coisas. Eu não sei se o Sol está àquela distancia toda que, incluindo o João, me dizem mas eu acredito que deve andar por aí (mais uns milhões, menos uns milhões)...
A alternativa a não acreditar em nada o que os outros me ensinaram, é começar a reestudar a álgebra desde do início, voltar averiguar a necessidade de usar o zero ou não, voltar a criar um dialecto novo (mais eficiente que os limitados idiomas usados actualmente em todo o mundo, porque não conseguem espelhar exactamente o que pensamos), mas é impossível começar exactamente do ZERO porque, felizmente, já sou detentor de conhecimento (genético mas não só) que os meus antepassados tiveram a (natural) amabilidade de me proporcionar a custo zero. Se eu estivesse totalmente desprogramado, nem usar um talher eu poderia.
Em tempos, eu tive a oportunidade de ver um documentário espectacular ( HOME - O Mundo é a nossa casa ) que eu recomendo vivamente a todas as pessoas verem. É, simplesmente, uma delícia.