Caro xerife
continuando
Observação e convicção
É, de certo modo, compreensível que se estranhe a existência ou a possibilidade de ser admitido um esquema do Sistema Solar diferente daquele que resulta da hipótese de Copérnico, mesmo que tenha de o actualizar segundo o que posteriormente foi sendo corrigido, seja através das descobertas de Galileu, seja de outras posteriores, tal como são interpretadas. Assim, muito embora a teoria de Giordano Bruno, sem que a isso se aluda, seja, no meu ponto de vista, a que mais contribui para a manutenção do heliocentrismo.
Assim, a necessidade da referência à perspectiva geocêntrica como incapaz de permitir a compreensão verídica e real do Sistema Solar tal como é hoje entendido e explicado, e, tanto mais. com a referência ao seu estudo por meio de telescópios, etc. etc. mesmo que os erros se mantenham e outros tenham de criar-se.
Se pudéssemos dispensar os efeitos dos pontos luminosos que povoam a Esfera Celeste, principalmente os fixos, ou se pudesse ser admissível que eles fossem esquecidos e deixassem de servir, não seria possível fazer qualquer ideia do Sistema Solar. Mesmo assim, quantos artifícios se utilizam para os esconder e evitar! O cansaço pela difícil compreensão causada é a razão do desinteresse pelo estudo. Fica-se no fogo de vista.
O astro que mais perto está de nós e mais tem sido, e podido ser, observado é, sem dúvida alguma, a nossa Lua
Cuidemos primeiro dela.
.A Lua
Parece não haver hoje dificuldade de compreensão sobre o que acontece ou não com a Lua, mas, mesmo assim, vista sob a óptica do heliocentrismo, é de abandonar, o que não pode admitir-se, pois é o astro mais próximo de nós e é o planeta, satélite natural, mais observável.
Até, dizem, que já o seu solo foi pisado pelos humanos. Eu ví o que mostraram, a primeira vez, ali mesmo no momento, quando ainda era a branco e preto e se podia perceber o que eles diziam lá de onde estavam.
Logo, parece haver falta de compreensão sobre os seus movimentos e sobre as suas fases. Estou a falar da Lua!
No caso de um ou de outro movimento, é a visão heliocentrista que a dificulta, daí que se tenha de utilizar de há muito o método que só poderá servir para a explicação geocentrista
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fases_da_Lua“As fases da Lua em redor da Terra”
Esta figura só se pode apontar como geocentrista com indicação de que o Sol se considere a girar em torno da Terra e sua Lua, visto que é a indicação da órbita da Lua que indica o seu movimento de translação a originar cada uma as fases e seus intervalos.
A primeira, figura animada, tal como é apresentada, a meu ver, pouco esclarece no que respeita aos movimentos da Lua, da Terra ou do Sol.
À pergunta sobre os seus principais movimentos, logo encontramos divergências que nos deixam na incerteza de saber se a Lua tem ou não tem movimento de rotação. Tem, tem, dizem que tem, mas que parece que não tem por ter sempre a mesma face voltada para a Terra. Há muita gente que não consegue perceber e se aborrece de estudar astronomia.
Não serve de nada apontar o exemplo do pião para se compreender o que seja o movimento de rotação.
Para aumentar a compreensão, ou mais aumentar a confusão, passaram a utilizar uma espécie explicação do movimento retrógrado – a Lua a descrever argolas
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lua«Trajectória lunar»
A Figura «Ilustração do Sol, da Lua e da Terra» dá-nos uma ideia de translação da Terra à volta do Sol e, simultaneamente, da Lua à volta da Terra, como se a Lua, realmente, pudesse descrever uma órbita, curva fechada, à voltab da Terra, como parada durante tal movimento com partes rectrógradas.
A figura «A trajectória real da Lua» dá-nos umas das falsas ideias de como a Lua anda aos zigue-zagues, sem ter em conta os espaços percorridos os tempos e velocidades.
Veja-se ainda o que nos diz em
«A Lua e a trajectória da Terra»
Uma trapalhada, peço desculpa, mas é o que me parece, pois estão aparecendo ultimamente outras que ao forçarem a crença no heliocentrismo tornam o fenómeno das fases da Lua mais assustador, pois forçam-na, não a ser realmente o satélite natural da Terra, mas uma companheira de viagem da Terra à volta do Sol, que em relação a ele, nele só poderia parecer aparente.
C
Não devemos esquecer que a hipótese de Copérnico foi empurrada com o argumento de simplicidade em relação à concepção geocêntrica!
Eu não desejaria puxar muito pelas línguas, mas como vê, não têm conta os erros ortográficos e gramaticais que já cometo, sem querer. Claro, ando na dúvida que me obrigará a ler o tal acordo.
O que dirá ele sobre a palavra «percorridos»? Será que deverá ser «percuridos»? e «retrógradas», «trajetórias» «conseção». E por que não asustador? Para quê dois “s”s?
Aqui perto, há um estabelecimento que parece chamar-se (está escrito no vidro da montra): “Koisas Dadultos” e ninguém oficialmente se interessa, pelos gostos das línguas. Está sempre às moscas, como se costuma dizer.
Vamos deslizando para a bandalheira total.
Até breve
Joao Cândido