Ao nascer de cada LUA-CHEIA
Em 3 de Julho, passado, por volta das 20 horas, logo a seguir ao pôr do Sol, eu pensei que a minha cabeça poderia ser comparada a Terra e os meus olhos, dois bons observadores, a perfurar a densa poluição das altas camadas da atmosfera que, esperemos, não venha a caminho de se tornar numa astronómica câmara asfixiante de toda a vida deste maravilhoso astro.
Os meus olhos começaram a ver o luar maior e a noite nascerem fazendo-me imaginar que por trás de mim, lá muito mais longe, que a Lua, estaria o Sol que já não via, a iluminar o outro lado da Terra já a caminho do Equinócio do Outono, para em 22 deste mês de Setembro (já estamos mais perto), dar inicio ao Outono neste hemisfério norte.
Seguidamente, olhei para cima, melhor dizendo para o norte celeste, e pareceu-me que já via a Estrela Polar, mesmo ao lado do Polo norte celeste, que perto de nós passava a recta do Eixo da Terra e que, abaixo dos meus olhos, passava o firme Plano do Equador celeste, que teimava em passar sempre, de ano para ano, pelas mesmas estrelas, da Linha do Equador celeste.
Sendo assim, senti que estaria envolvido por outros dois Planos: O Plano da órbita da Lua e o Plano da Órbita do Sol, quase sobrepostos, a cruzarem-se com o Plano do Equador celeste e com o Eixo da Terra, no Centro da Terra, em lugares opostos do espaço Foi quando me lembrei da recta que une os dois pontos solsticiais da Eclíptica, na projecção da órbita do Sol na Esfera Celeste: do solstício de Verão ao Solstício de Inverno, ao qual o Sol irá chegar aí por volta do 21 de Dezembro.
Já a Lua ia alta, quando me lembrei do milagre que o pensamento do Aristarco realizou na mente de Copérnico, sucessivamente reforçado por vários outros, como Galileu, Kepler, principalmente, por Newton e Einstein.
Voltando ao principio, para não me esquecer do pensamento do Aristóteles, que parecia fazer mover os astros que então se moviam.
Isso mesmo, o tal motor imóvel.
Sim, é que, me parece, a solução foi sendo reforçada até que Newton terá visto no Sol o tal motor imóvel, quando o Aristóteles o teria imaginado muito mais longe.
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E, para que não lhes possa parecer que eu tenha Terra na cabeça, espero que pensem nisto, tal como eu venho pensando há muitos anos.
Ora, vão lá pensando…
Até breve
João Cândido