Há tempos que tenho notado que muitos heliocentristas vão defendendo, com garra, quanto podem, a ideia de que a Terra gira à volta do Sol, com o fundamento de que acreditam nos cientistas e astrónomos, como Copérnico, Galileu, Kepler, Newton, etc. etc.; outros vão dizendo, julgando-se mais actualizados, que o heliocentrismo já não existe devido a não se saber onde estará o centro do Universo, uma vez que ele está repleto de galáxias, buracos negros e quejandos, além disso, que… é infinito!…Ao mesmo tempo, vão teimando, que é a Terra que gira à volta do Sol, explicando os fenómenos que daí deveriam resultar utilizando figuras e desenhos, cuja compreensão se torna difícil e contraditória, o que vem originando o recurso a simuladores online, que, evidentemente, com o intuito de mais facilmente mostrar e convencer, terão de traduzir o que aos seus artistas lhes teria sido pedido pelos seus clientes.
Ora, mesmo que assim seja, isto é, o Universo ser infinito, como, aliás, era a teoria de Giordano Bruno, haveria de se deixar de dizer, então, que a Terra gira à volta do Sol e pôr de parte o recurso a tudo o que era servido como prova desse heliocentrismo, isto é, a crença de que o Terra gira à volta do Sol, pois, na realidade, e na verdade, a Terra não pode girar à volta do Sol nem deixar de estar onde está, como poderá ser fácil de compreender.
E, para isso, não é preciso mais nada, senão ver e perceber, onde ela está mesmo, todos os dias e noites de cada ano, movendo-se à sua própria volta.
Quando em 1941/42 prestei serviço militar no Entroncamento, realizei cuidadas observações ao longo da margem direita do Tejo até quase a Abrantes e também na minha terra natal, Louriceira-Alcanena, com o objectivo de determinar, seguramente, o ponto da Esfera Celeste em que se situaria o Polo Norte Celeste.
Então, desconhecia que alguém já tivesse fotografado o movimento nocturno das estrelas à volta da Estrela Polar, o que hoje já se vai apresentando, não com o objectivo de provar que a Terra não pode girar à volta do Sol, mas como prova de que a Terra tem movimento de rotação.
Nessa época, recebi várias visitas, entre elas, as de meu pai e de meu patrão/conta-participante. Tendo-me referido às observações a que vinha procedendo e à conclusão a que havia chegado, de que a Terra não poderia girar à volta do Sol, ao contrário do que nos era ensinado, recordando que meu pai havia estado no Rio de Janeiro de 1926 a 1928 referi-me à necessidade de confirmar isso mesmo se me fosse possível vir a fazer observações ao longo da linha do Equador, quer fosse em África ou no norte do Brasil, por onde essa linha passa.
Ao ouvir dizer isto, meu pai lembrou-se de que tinha parentes no Brasil e falando de uma grande ilha, prometeu que iria escrever para lá,.pois esses parentes seriam de outros ramos da árvore que lá teria criado raízes Não me lembro de termos mais falado no assunto e se ele teria levado a cabo o que havia prometido nessa nossa conversa.
Na altura em que postei no Cosmaforum.com, antes da minha expulsão, falou-se da entrevista desse tal DAVINO, que havia feito tremer o mundo científico com a teoria de que a Terra não girava à volta do Sol. Irei procurar as impressões que fiz das páginas do fórum e no mais curto espaço de tempo possível, virei aqui referir-me às mensagens trocadas sobre esta matéria, pois também estou lendo o que tem sido escrito na troca de e-mails entre o Prof. Silvestre e Davino, visto que, não estou inteiramente ao corrente das teorias que ele e outros que, «parece», o estarão ajudando ou empurrando, E, se é certo que ele acha que a Terra não roda à volta do Sol, não concordo com quase tudo o que ele defende, como não concordo com algumas coisas que já li, nas lições do Professor, o que é natural ter de respeitar, mesmo sendo certo que nunca me foi possível observar, directamente, os céus zénites e arredores, do norte do Brasil. .
Tendo eu nascido em 1920 e Davino em 1935, já eu teria 14 ou 15 anos quando ele nasceu. E, decorridos 5 ou 7 depois de meu pai ter regressado do Brasil, em 1928, pouco antes de eu ter começado a estudar pelo seu livro «oficialmente aprovado para o ensino secundário» edição de 1916, CURSO de GEOGRAFIA. Pelo General José Nicolau Raposo Botelho.- 3ª. Edição, revista e actualizada, LIVRARIA PERES, Rua Nova do Almada, 70,74 – LISBOA.
E, por agora, é tudo.
Cumprimentos
João Cândido