O facto de fazer tantas referências a esse mero amador Davino e negar tudo o que tem vindo a ser feito pelos astrónomos da NASA e de outras agências e instituições científicas, é a chave para afastar quaisquer interlocutores.
Sugiro-lhe uma voltinha pelo site da NASA (
http://www.nasa.org), se se der bem com o inglês, e da leitura de um grande livro que comprei há ainda pouco tempo chamado Astronomica (em português), à venda nas lojas Fnac, uma autêntica enciclopédia dos céus e barata.
Se eu ou outra pessoa, e os simuladores, não conseguimos dar-lhe umas luzes daquilo que realmente é verdade, então ao menos dedique-se a investigar esse site.
É incrível que, nesta altura em que os astrónomos estão mais preocupados em perceber como foi a origem do universo, a descoberta de galáxias longínquas e de potenciais planetas com vestígios de vida, ainda ponha em causa se a Terra ou não é que gira à volta do Sol.
O João não sabe porque é que temos de olhar para outros corpos celestes para saber se estamos em andamento ou se estamos parados. Então não é isso que se faz quando estamos a andar de carrocel e tudo o resto é que parece andar à roda?
Ou quando estamos bêbados e deitados na cama e vemos o quarto a andar à roda?

É como tudo, em qualquer situação temos sempre de ver o que está à nossa volta para sabermos onde estamos!
Agora por favor não insulte os astrónomos da actualidade e os queira comparar a esse tal de Davino. A diferença é que os astrónomos têm instrumentos de grande alcance, definição e precisão. O Hubble por exemplo. Houvessem instrumentos destes na antiguidade e a igreja tivesse tido menos intevenção, e já estaríamos muito longe.
Em termos históricos:
1) Ptolomeu desenhou o modelo geocêntrico, mas muito pouco detalhado.
2) Tycho Brahe pegou no modelo de Ptolomeu e esteve toda a sua vida a tentar explicar a estranheza da órbita de Marte sem o conseguir de forma harmoniosa. O problema foi ter usado o modelo de Ptolomeu.
3) Copérnico desenhou o modelo heliocêntrico que conseguia explicar a estranheza da órbita de Marte se colocasse a origem do sistema no Sol e não na Terra.
4) Galileu confirmou o modelo heliocêntrico utilizando os seus telescópios que já atingiam um alcance de 30 vezes. Descobriu os 4 satélites de Júpiter, ou seja, mundos à volta de um outro mundo que não a Terra. Deixava de fazer sentido que a Terra fosse o centro de tudo.
5) Kepler, aluno de Tycho, fez ainda melhor que os outros: desenvolveu as equações matemáticas que descrevem a posição das órbitas dos planetas se a origem do referencial fosse o Sol. Descobriu ainda que as órbitas dos planetas são elípticas com o Sol num dos seus focos. Estas equações ainda são usadas nos simuladores actuais!
6) Newton acrescentou às teorias de Kepler as teorias da força gravítica que os corpos exercem um sobre o outro, explicando que a força exercida por um corpo é proporcional à sua massa e inversamente proporcional ao quadrado da distância.
Isto é a verdade que já tem séculos! Actualmente já se vai muito mais longe:
7) Descobriram que o nosso sistema solar é apenas uma parte insignificante da nossa enorme galáxia.

Viram que a Galáxia de Andrómeda não é uma mancha gasosa da nossa galáxia mas uma Galáxia distante.
9) Descobriram que a Via Láctea, a Galáxia de Andrómeda, as Grandes Nuvens de Magalhães e outras são apenas constituintes do chamado Grupo Local. Fora deste grupo há um enorme vazio até se encontrar um outro grupo de galáxias, e assim por diante.
10) Descobriram galáxias a distâncias de milhares de milhões de anos-luz, o que significa que viram como era o universo nessa altura.
11) Descobriram planetas de outras estrelas.
12) Viram que as galáxias estão a afastar-se umas das outras e em aceleração.
...
etc.
As dúvidas do João são básicas e se ninguém aqui conseguiu ajudar então acho que devia mesmo ler um bom livro actual sobre o assunto. E sem assumir logo à partida que o autor escreveu assim só porque foi assim que foi ensinado na escola!
