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Autor Tópico: NA REALIDADE É O SOL QUE RODA À VOLTA DA TERRA e DA LUA,  (Lida 272312 vezes)

Offline joao candido

Re:NA REALIDADE É O SOL QUE RODA À VOLTA DA TERRA e DA LUA,
« Responder #165 em: 21 de Julho de 2011, 19:41:32 »
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  • Boa tarde Jplacebo

    Tenho muita pena, mas assim não se poderá discutir nada. O que o Amigo diz e apresenta é que está certo e não pode haver qualquer outra opinião certa.
    A ter de ser assim, não pode haver discussão possível. O debate torna-se impossível e inútil.
    Faça como quiser.

    Cumprimentos
    João Cãndido



    Offline joao candido

    Re:NA REALIDADE É O SOL QUE RODA À VOLTA DA TERRA e DA LUA,
    « Responder #166 em: 21 de Julho de 2011, 23:13:51 »
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  • Caro xerife
    Como sabe, tenho estado ocupado no diálogo com o Sr. Jplacebo e, se estou bem lembrado, ainda não respondi à sua estimada mensagem #153 de 11 passado, que agradeço.
    Não me lembro de ter feito alguma crítica negativa sobre este simulador, antes pelo contrário.
    Como simulador é o melhor que tenho visto, no meu modesto entendimento o que não posso dizer sobre os outros que talvez não tenha ainda visto ou que não tenha visto bem, isto é, sem opinião negativa.
    Vejo que nele aqui se pretende dar a ideia dos movimentos dos planetas indicados, ou melhor, das suas órbitas e posições relativas, como se estivéssemos acima do plano da Eclípica, se estarei a ver correcto, Mas, fica-me aqui a dúvida sobre a posição da Terra e do Sol, de modo a perceber-se qual destes dois estará, na realidade, a rodar à volta do outro. 
    E, até agora, por deficiência minha, certamente, não terei conseguir seguir os caminhos certos.
    Com muita vontade irei continuar a tentar, no tempo de que disponho, pois agora só poderei estar no computador da parte da tarde e já estarei a abusar, pela noite fora
    Pela sai ajuda, sempre muito obrigado.
    Cumprimentos
    João Cândido


    Offline jplacebo

    Re:NA REALIDADE É O SOL QUE RODA À VOLTA DA TERRA e DA LUA,
    « Responder #167 em: 22 de Julho de 2011, 12:48:19 »
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  • Bom dia João,

    Pois, mas discutir é aquilo que eu tenho tentado fazer. Respondi sempre às suas questões por palavras e até com a ajuda de desenhos.
    Referi situações que não se observam na realidade se considerar o geocentrismo. Mas o João recusa-se a abandonar o geocentrismo, e eu, farto de dar razões para descartar esta teoria, não sei mais o que dizer. Já lhe dei os meus argumentos, mas o João não se dá sequer ao trabalho de pensar neles...
    Note que eu não preciso que acredite no heliocentrismo, eu só preciso é que se faça luz no seu pensamento e repare que realmente o geocentrismo não tem respostas para tudo o que se observa. A chave é saber como interpretar o que se observa.

    Não adianta inventar teorias. O heliocentrismo é a única teoria que explica os fenómenos astronómicos, é a que reune mais consenso na comunicade científica e é a única que obedece às leis da Física.
    Posto isto, estarmos aqui a discutir teorias é como estarmos a discutir porque é que a cor azul é azul.

    Volto a referir (algumas) razões que chegam e sobram para descartar o geocentrismo:

    • As constelações visíveis no mesmo local e à mesma hora variam ao longo do ano - por exemplo, no Verão vemos a constelação do Cisne e Hércules no zénite, e no Inverno é a vez de Orion e Cocheiro. Isto repete-se todos os anos e sugere que a Terra se move no espaço num movimento de translação. No Geocentrismo a Terra não tem movimento de translação e desta forma veríamos sempre as mesmas constelações no céu, no mesmo local e à mesma hora, todos os dias.
    • O movimento dos planetas visto a partir da Terra pareceu estranho aos astrónomos de outrora - umas vezes acompanham a órbita da Terra, outras vezes vemo-los no sentido contrário. Para explicar isto imagine-se Marte e a Terra. Marte gira à volta do Sol numa órbita exterior à da Terra. Ou seja, à medida que a Terra gira à volta do Sol vemos Marte a deslocar-se no céu num sentido, e quando a Terra "ultrapassa" Marte, passamos a ver Marte a deslocar-se no céu no sentido oposto. Isto é inconcebível no Geocentrismo, caso contrário veríamos sempre Marte a deslocar-se no céu sempre no mesmo sentido.
    • Vénus apresenta fases tal como a Lua. Isto mostra que também Vénus gira à volta do Sol e que tem uma órbita interior à da Terra, pois umas vezes Vénus está "para cá" do Sol (não se vê da Terra) e outras vezes está "para lá" (vê-se na totalidade como na Lua Cheia). Isto é, só podemos ver fases nos planetas que têm órbitas interiores à da Terra e na Lua que gira à nossa volta. Os planetas exteriores à Terra como Marte e Júpiter não nos deixam ver as suas fases. É mais uma prova de que todos os planetas giram à volta do Sol e que há planetas com órbitas interiores e exteriores à órbita da Terra.
    • Mais tarde Kepler formulou as leis das órbitas dos planetas e conseguiu descrever com precisão os momentos em que Vénus é visto da Terra a atravessar o Sol (o conhecido e previsível trânsito de Vénus). Foi mais uma fantástica prova do Heliocentrismo que passou a ser descrito matematicamente com precisão por Kepler.

    Se estas razões não são suficientes para si, então não conte comigo para discutir isto porque não tenho mais argumentos... em caso de dúvida o melhor é ler todo o tópico desde a 1ª página.
    Infelizmente se o João não observa os céus ou não usa os simuladores, então isto é o mesmo que estar a tentar explicar Física Quântica a um jogador de futebol. Eu poderia estar como o João caso não fizesse as minhas próprias observações...

    Cumprimentos

    Offline joao candido

    Re:NA REALIDADE É O SOL QUE RODA À VOLTA DA TERRA e DA LUA,
    « Responder #168 em: 25 de Julho de 2011, 16:55:37 »
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  • Caro jplacebo
    Obrigado pela sua boa vontade.

    Sua Mens.#167
    1.º - O que se passa com as constelações, é, de facto, muito importante. A mim, não me sugere que seja a Terra que roda à volta do Sol, mas sim que é o Sol que, realmente, na verdade, roda à volta da Terra e da Lua, uma vez que tenho constantemente observado que o Eixo da Terra passa, permanentemente, muito perto da Estrela Polar o que faz com que ela seja a Estrela que mais perto parece rodar à volta dele como todas as que cada vez mais afastadas dele parecem estar a rodar também à sua volta, isto, devido ao movimento de rotação da Terra.
    2.º - Peço desculpa, mas, o que mais me interessa, por enquanto, não é o que se passará com Marte ou com os outros planetas e seus chamados satélites, mas sim ter consciência do que, na verdade, se passa dentro do espaço limitado pela órbita dele, ou seja, entre a Terra, a Lua e o SOL, até se apurar, se, na verdade, é o Sol que roda à volta da Terra e da Lua, ou a Terra e a Lua que rodam à volta do Sol.
    Evidentemente, com base nos pontos de referência que só a Esfera celeste, com maior credibilidade, nos pode oferecer, salvo melhor opinião.   
    Tenho eu entendido que, primeiramente, deveria saber-se como poderiam, as pessoas mais sabedoras e actualizadas, explicar-me certos fenómenos astronómicos, uma vez que por aquelas explicações que me foram sendo dadas através dos meus livros, e pelos professores nas aulas e fora delas, me parecia haver inexactidões e contradições, nas quais se sentia uma certa aversão pelo estudo da matéria a causar lamentável desinteresse e abandono.
    Para o esclarecimento desta matéria não ajuda desviar-se a questão para outros horizontes cuja compreensão não esteja também bem atingida, pois só origina confusão e duvidosa credibilidade, tanto mais quanto se tentar pensar sobre ela.
    Não são por si só as posições das constelações que me tiram as dúvidas ou me dão as certezas. Neste caso, em princípio, tem de ser a posição do Eixo da Terra, do Plano do Equador celeste e dos Pólos.
    E, ai estão já razões que nos obrigam a procurar encontrar a causa que obriga a Terra a permanecer onde está e estará, para podermos viver nela. Isto é, segundo o que penso, o poder de atracção do Sol, salvo o devido respeito.
    É compreensível que se queira saber o que será então, no meu ponto de vista.
     
    Os meus cumprimentos
    João Cândido

    Offline jplacebo

    Re:NA REALIDADE É O SOL QUE RODA À VOLTA DA TERRA e DA LUA,
    « Responder #169 em: 26 de Julho de 2011, 11:32:07 »
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  • Bom dia João,

    1.º - O que se passa com as constelações, é, de facto, muito importante. A mim, não me sugere que seja a Terra que roda à volta do Sol, mas sim que é o Sol que, realmente, na verdade, roda à volta da Terra e da Lua, uma vez que tenho constantemente observado que o Eixo da Terra passa, permanentemente, muito perto da Estrela Polar o que faz com que ela seja a Estrela que mais perto parece rodar à volta dele como todas as que cada vez mais afastadas dele parecem estar a rodar também à sua volta, isto, devido ao movimento de rotação da Terra.
    Peço desculpa mas volto a dizer que parece não saber interpretar o que observa nos céus, João... Sim, é verdade que a Estrela Polar está praticamente alinhada com o eixo de rotação da Terra e que todas as outras estrelas parecem rodar em volta dela devido ao movimento de rotação da Terra. O que o João ainda não observou é que para além deste aparente movimento de rotação das estrelas, há um movimento de translação. Experimente observar, por exemplo todas as noites do dia 1 de cada mês, em que posição está a constelação da Cassiopeia (ou qualquer outra). Vai ver que as constelações não estão na mesma posição todas as noites à mesma hora. Quando conseguir ver isto irá concluir certamente que a Terra tem de se deslocar no espaço para que esse fenómeno de translação das estrelas aconteça.

    Citar
    2.º - Peço desculpa, mas, o que mais me interessa, por enquanto, não é o que se passará com Marte ou com os outros planetas e seus chamados satélites, mas sim ter consciência do que, na verdade, se passa dentro do espaço limitado pela órbita dele, ou seja, entre a Terra, a Lua e o SOL, até se apurar, se, na verdade, é o Sol que roda à volta da Terra e da Lua, ou a Terra e a Lua que rodam à volta do Sol.
    Evidentemente, com base nos pontos de referência que só a Esfera celeste, com maior credibilidade, nos pode oferecer, salvo melhor opinião.   
    Muito bem... considerando então todo o espaço apenas até à órbita de Marte, então bastaria considerar o fenómeno das fases de Vénus para ficar a saber que o Sol não pode girar à volta da Terra, isto é:
    - Como é que explica que em certas alturas do ano Vénus fique completamente visível como uma Lua Cheia (está para além do Sol), ou noutras alturas não se possa ver porque está localizado entre o Sol e a Terra (como uma Lua Nova)?
    - Como é que explica que se consiga ver Vénus a atravessar-se à frente do Sol, durante o famoso Trânsito de Vénus?

    Citar
    Tenho eu entendido que, primeiramente, deveria saber-se como poderiam, as pessoas mais sabedoras e actualizadas, explicar-me certos fenómenos astronómicos, uma vez que por aquelas explicações que me foram sendo dadas através dos meus livros, e pelos professores nas aulas e fora delas, me parecia haver inexactidões e contradições, nas quais se sentia uma certa aversão pelo estudo da matéria a causar lamentável desinteresse e abandono.
    Que contradições? É isso que eu não percebo... tudo o que nos foi ensinado faz todo o sentido e está de acordo com aquilo que se observa. Se tudo bate certo, para quê por as explicações dos livros em causa? Porque é que o João acha que sabe mais do que os astrónomos?

    Citar
    Para o esclarecimento desta matéria não ajuda desviar-se a questão para outros horizontes cuja compreensão não esteja também bem atingida, pois só origina confusão e duvidosa credibilidade, tanto mais quanto se tentar pensar sobre ela.
    Não são por si só as posições das constelações que me tiram as dúvidas ou me dão as certezas. Neste caso, em princípio, tem de ser a posição do Eixo da Terra, do Plano do Equador celeste e dos Pólos.
    Não só, mas também. Como é que consegue tirar conclusões se não tiver em conta todos os outros pontos de referência do espaço? Uma teoria constrói-se quando satisfaz vários pontos de referência e não apenas um subgrupo.
    Se os meus únicos pontos de referência fossem apenas o Sol e a Lua, então eu também estaria na dúvida se é a Terra que gira à volta do Sol ou não.
    Se eu acrescentar o ponto de referência "constelação de Andrómeda", por exemplo, verifico que a Terra não pode estar parada no espaço e tem um movimento de translação. E se eu verifico que, ano após ano, essa constelação de Andrómeda retorna à mesma posição, então concluo que a Terra tem um movimento de translação fechado com um ciclo de 1 ano. Com este ponto de referência o geocentrismo já deixa de ser válido.
    Se eu acrescentar o ponto de referência "Vénus" e verifico, com a ajuda de uns binóculos, que ele apresenta fases, então sei que por vezes Vénus está para lá do Sol (está todo iluminado visto da Terra) e outras vezes está para cá do Sol (não se vê da Terra). Isto sugere que ou Vénus roda à volta do Sol ou então o Sol roda à volta de Vénus. Mas quando observamos Marte, que é o outro planeta mais próximo da Terra e verificamos que ele não apresenta fases (é sempre visível a partir da Terra completamente iluminado), então sabemos que o Sol nunca pode rodar à volta de Marte, e sim este fenómeno explica duas coisas em simultâneo: que a Terra está situada entre Vénus e Marte; e que Marte gira em torno do Sol numa órbita exterior à da Terra.

    Mais uma vez vou bater na mesma tecla:
    Enquanto considerar um sistema constituído apenas pelo Sol, a Lua e a Terra ficará sempre na dúvida sem saber quem roda à volta de quem e portanto não está em condições de provar seja o que for.

    Offline joao candido

    Re:NA REALIDADE É O SOL QUE RODA À VOLTA DA TERRA e DA LUA,
    « Responder #170 em: 27 de Julho de 2011, 18:55:07 »
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  • Olá caro Jplacebo
    Sua #169
    Mas, vejamos:
    1.ª citação- resposta
    Começando por dizer que parece que eu não sei interpretar o que observo nos céus, diz sobre o que escrevi:
    “Sim, é verdade que a Estrela Polar está praticamente alinhada com o Eixo de rotação da Terra e que todas as outras estrelas parecem rodar em volta dela devido ao movimento de rotação da Terra.”  E, acrescenta:
    “O que o João ainda não observou é que para além deste aparente movimento de rotação das estrelas, há um movimento de translação.”
    É verdade que não me referi a esse tal movimento que terá de ser realizado em momento mais próprio, cuja observação já tenho realizado e a ela me tenho referido como independente.
    Pois, a um qualquer visitante poderá valer o que deseja ensinar, para essa observação
    Quanto ao que se irá concluir dessa observação que esteja a acontecer certamente à Terra como o fenómeno da sua translação em volta do Sol, embora sendo possível, à primeira vista, ao confirmar-se pelo que acontece na anterior observação sobre o centro dos aparentes movimentos das estrelas, a permanente aproximação do Eixo da Terra à Estrela Polar, terá de, por último, concluir-se que o observado deslocamento aparente das estrelas, aqui terá de resultar do movimento de translação do Sol ao redor da Terra, e da Lua, que orienta o alinhamento da parte abrangida pelos meridianos e paralelos da Esfera Celeste, à medida que vai escurecendo pelo deslocamento da posição oposta ao Sol.
    Esta é, há muito, a minha interpretação, se bem me faço entender
    Até breve
    João Cãndido.

    Offline jplacebo

    Re:NA REALIDADE É O SOL QUE RODA À VOLTA DA TERRA e DA LUA,
    « Responder #171 em: 28 de Julho de 2011, 15:28:42 »
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  • Bom dia João,

    Está a esquecer-se de uma coisa. O percurso percorrido pela Terra ao longo do seu movimento de translação é muitíssimo menor do que a distância que vai da Terra à Estrela Polar. Daí, mesmo apesar de a Terra ter esse movimento de translação, a Estrela Polar está tão longe que fica sempre alinhada com o eixo de rotação da Terra.

    Não sei se já viu fotografias do espaço tiradas com o telescópio Hubble, que como sabe, tem um poder de alcance fenomenal. Por muito alcance que possa ter, pode verificar que nessas fotografias as estrelas continuam representadas como pequenos pontos brilhantes. Isto significa que as estrelas estão realmente longe de nós e para todos os efeitos pode dizer-se que estão estáticas no céu. Apenas as vemos a deslocar-se da sua posição porque a Terra gira em torno de si própria e gira à volta do Sol.

    O desenho seguinte mostra, assim mais ou menos de perfil, porque é que ao longo do ano vamos vendo diferentes constelações. Escolhi uma constelação típica para cada mês que se pode observar à meia-noite do dia 1, olhando para Sul:



    Esta imagem mostra, por exemplo, que em Julho é impossível observar a constelação de Orion porque está para lá do Sol. Em Julho, quando a noite cai, a superfície da Terra está voltada para outra área do espaço.
    Faz sentido ou não?

    Além disso, o João certamente não colocará em causa que o Sol é muitíssimo maior do que a Terra, não é?
    Posso ver isso com os meus binóculos e uns filtros para bloquear parte da luz do Sol. Já mencionei o trânsito de Vénus, que é a altura em que se vê um pequeno ponto (Vénus) a deslocar-se ao longo do disco solar. Sabendo que Vénus tem um tamanho muito semelhante ao da Terra e que é um pequeno ponto visível nessa altura à frente do Sol, como é que seria possível que o Sol, estando ainda mais para lá de Vénus e consideravelmente maior que este, tenha um tamanho inferior ao da Terra?

    As Leis Gravitacionais de Newton têm funcionado muito bem há mais de 300 anos para tudo o que conhecemos. Estas leis dizem que os corpos maiores atraem os corpos menores à sua volta. Isto é visível em qualquer ponto do espaço. Nós apenas não temos hipótese de recriar esse fenómeno aqui na Terra, por exemplo tentando fazer com que um camião atraia uma ervilha na sua órbita, porque a força gravítica da própria Terra ganhará sempre a ambos, atraindo tudo em sua direcção (a Terra é muitíssimo maior do que um camião e do que uma ervilha).

    Se ainda quiser acreditar que o Sol é que gira à volta da Terra, então está a negar as leis de Newton e peço-lhe então duas coisas:
    - Que formule uma nova lei da gravidade para substituir a de Newton (o João ganharia o prémio Nobel da Física de 2011);
    - Que explique, se conseguir, porque é que este desenho que fiz não o satisfaz.

    Aguardo as suas explicações!
    Cumprimentos

    Offline joao candido

    Re:NA REALIDADE É O SOL QUE RODA À VOLTA DA TERRA e DA LUA,
    « Responder #172 em: 30 de Julho de 2011, 12:59:33 »
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  • Olá Jplacebo
    Já consegui imprimir os seus desenhos, sobre as Estações do ano.

    Bom dia João,

    a Estrela Polar está tão longe que fica sempre alinhada com o eixo de rotação da Terra.


    Poderá fazer o favor de explicar o que significa "sempre alinhada com" ?
    Obrigado
    João Cândido

    Voltei aqui, por ter reparado que indica a hora como sendo 11:59  horas e o me relógio tem neste momento 13 h.

    Offline joao candido

    Re:NA REALIDADE É O SOL QUE RODA À VOLTA DA TERRA e DA LUA,
    « Responder #173 em: 11 de Agosto de 2011, 16:07:25 »
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  • Olá Amigos
    Como têm decorrido as vossas férias?

    Estou em crer que o nosso Amigo Jplaceto estará gostando deste verão e qie virá bem torradinho, mas não demasiado e se tenha lembrado de que não se pode abusar do Sol. Ele foi preparado para nos alumiar e aquecer, etc., mas não podemos abusar.
    Espero que nos explique como é que ele pode estar a aproximar-se do Plano do Equador celeste para iniciar a nova estação, passando para o hemisférico sul, pois só assim, penso eu, o Eixo da Terra continuará sempre a ser a recta que passa perto da recta da Estrela Polar, formando um ângulo que bem se pode ver, sempre no hemisfério norte, com vértice em cada ponto de observação. .
    E, que venha, como sempre, bem disposto.
    Cumprimentos
    João Cândido  

    Offline jplacebo

    Re:NA REALIDADE É O SOL QUE RODA À VOLTA DA TERRA e DA LUA,
    « Responder #174 em: 16 de Agosto de 2011, 16:13:54 »
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  • Olá João,

    Cá estou de volta, mas não torradinho porque na Holanda esteve quase sempre encoberto! Foi uma viagem enriquecedora por cidades importantes, desde terras de pintores famosos à cidade natal do inventor do microscópio, Van Leeuwenhoek. Mas não só de famosos foi feita a viagem, também as próprias holandesas por si só merecem uma menção honrosa :D

    Em relação à sua questão que coloca aqui, não faz sentido repetir-me porque essa questão já foi respondida inúmeras vezes. Se procurar nas páginas anteriores encontra a resposta que pretende.

    Quanto à questão da estrela polar no post anterior, quis dizer que as estrelas estão todas tão distantes que qualquer movimento que a Terra efectue no espaço é irrisório em comparação com a distância às estrelas, pelo que a estrela polar estará sempre alinhada com o eixo de rotação da Terra. Isto é, é a estrela que está alinhada com a projecção do eixo de rotação da Terra no espaço a partir do hemisfério norte.
    Apenas aparelhos muito sensíveis conseguem medir ligeiras discrepâncias nesse alinhamento ao longo do ano, é o chamado "erro de paralaxe". Foi com a ajuda dessa descoberta que os cientistas determinaram com confiança que a Terra de facto efectua um movimento de translação no espaço à volta do Sol.

    Outra descoberta que fizeram com a ajuda de aparelhos sofisticados, e foi há poucos anos, foi o desvio cromático do brilho das estrelas à medida que a Terra se dirigia em direcção a elas ou se afastava delas. Chama-se a isto o "efeito de Doppler" da luz. Para entender melhor, o João provavelmente já ouviu falar no efeito de Doppler do som. É o que ouve quando está parado na berma de uma estrada e ouve um carro a aproximar-se de si e a afastar-se em seguida. Quando o carro está a aproximar-se, o som que ouve é um som agudo porque as ondas sonoras que o carro emite estão a ser comprimidas no ar à frente do carro devido à velocidade que este possui. Depois de passar por si, o carro afasta-se mas emite um som mais grave, resultado do facto de as ondas sonoras estarem a ser dilatadas na parte de trás do carro.
    Ora, tal como o som, a luz é um conjunto de ondas que também podem ser comprimidas ou dilatadas. Quanto mais comprimidas estão maior é a frequência luminosa e por isso a luz recebida pelo receptor tende para tons mais azulados ("blue-shift"). Quando mais dilatadas estão menor é a frequência e por isso a luz recebida pelo receptor tende para o vermelho ("red-shift").
    À medida que a Terra descreve o seu movimento de translação no espaço, a Terra aproxima-se de algumas estrelas e afasta-se de outras (mesmo sabendo que estas aproximações/afastamentos são quase insignificantes). Desta forma os cientistas, com a ajuda destes aparelhos, conseguiram ver que, pegando numa dada estrela como referência, viram que o seu brilho visto a partir da Terra tendia para tons azulados durante metade do ano e tendia para tons vermelhos noutra metade do ano. Isto não é visível a olho nu porque estes desvios são demasiado pequenos, mas apenas com medidores de espectro luminoso de precisão.
    Caso a distância percorrida pela Terra fosse muito maior e fosse da ordem da grandeza da distância da Terra a essas estrelas então veríamos estas alterações de cor a olho nu.
    Estes desvios de cor são mais uma prova muito recente que se soma a todas as outras de que a Terra descreve um movimento de translação no espaço à volta do Sol.

    Cumprimentos

    Offline joao candido

    Re:NA REALIDADE É O SOL QUE RODA À VOLTA DA TERRA e DA LUA,
    « Responder #175 em: 23 de Agosto de 2011, 17:32:13 »
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  • Olá jplacebo

    Sabe-se que, Copérnico, apresentou a teoria do Sol no Centro e a Terra a rodar à sua volta, como uma mera hipótese. 
    E, como poderia ele ter a certeza de que era o Sol que estava no Centro do Universo e que era a Terra que rodava à volta do Sol?
    Ou então, o que foi que o fez adivinhar?
    Por isso, ainda continuo, simplesmente, “CURIOSO”

    As muitas e prolongadas observações que fiz a partir de 1941/42, e que qualquer pessoa pode, também, fazer mesmo a olho nu, mostraram-me que a recta que nos indica exactamente o lugar do Polo Norte celeste, zénite do Polo norte terrestre, não se pode confundir com o ângulo de visão entre o Polo norte celeste e a recta que nos dá a visão da Estrela Polar. E pode ver-se que esse ângulo não se alterou nestes 70 anos já decorridos.
    E, o que dizer-se do que simultaneamente se passa com o Polo sul?
    Ou o que se pode observar, ao longo do ano, entre as Linhas do Equador terrestre e do celeste?

    Talvez pudéssemos ainda supor o que se poderia ver, se, munidos de um tubo de ferro, perfeitamente recto, de uns 10 metros de comprimento, fizéssemos mover um cursor com um telescópio que o percorresse de um extremo ao outro.
    Nem seria difícil experimentar!
    Pois aí, se teria de ver, que teríamos de ver, sempre, o pontinho luminoso da Estrela Polar no centro da última lente, qualquer que fosse o lugar do telescópio ao longo do tubo, rigorosamente perpendicular à recta do raio de luz que dela, a mais próxima da recta do Eixo da Terra e do Polo norte celeste, ou bem se veria algo afastada durante a rotação da Terra, num ângulo bem notado de aparente translação da Polar, em apenas 24 horas?.

    Por outro lado, a ser verdade que as estrelas se encontrem, não só a grandes distâncias, umas das outras, como de nós próprios, um real movimento de translação da Terra com um diâmetro de 300 milhões de quilómetros, não poderia deixar de alterar, consideravelmente, esse ângulo de visão, quaisquer que fossem as distâncias entre as estrelas e aquela a que, qualquer que fosse, estivesse de nós a Estrela Polar, na mesma recta, que dependeria do ponto de observação em movimento anual
       
    Será que estarei a raciocinar bem?
    Obrigado
    João Cândido

    Offline xerife

    Re:NA REALIDADE É O SOL QUE RODA À VOLTA DA TERRA e DA LUA,
    « Responder #176 em: 24 de Agosto de 2011, 16:25:09 »
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  • Eu acho está, João. Se eu estiver a olhar para algo a 1 anos-luz de distância e me deslocar 300 milhões de kms para o lado, é o mesmo que tirar uma pastilha elástica do bolso e metê-la na boca. O ponto vai parecer estar exactamente no mesmo sítio.

    Numa escala muito mais ínfima, se eu estiver a olhar para um ponto a 10 kms de distância e me mover 10 metros para o lado, a minha percepção não muda nada.

    1 anos luz de distancia são 60x60x24x365x300.000 kms = 9.460.800.000.000 kms, mais palmo, menos palmo.
    300.000 kms : 9.460.800.000.000 kms = 0.00000003170979198376

    10m : 10.000 m = 0.001

    Se uma relação de 0.001 não se nota, como se haveria de notar uma relação de 0.00000003170979198376 ?

    E só estamos a considerar um ano-luz, João...

    A estrela mais perto do sistema solar é a Proxima Centauri, situada a 1,31 parsec ou 4,3 anos-luz da Terra.

    A Polar fica a cerca de 431,2 anos-luz da Terra, mas milhão, menos milhão de kms.

    Offline joao candido

    Re:NA REALIDADE É O SOL QUE RODA À VOLTA DA TERRA e DA LUA,
    « Responder #177 em: 03 de Setembro de 2011, 19:23:24 »
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  • Olá Amigos
    Tenho aguardado com muito interesse a resposta de Jplacebo-
    Cumprimentos
    João Cândido

    Offline jplacebo

    Re:NA REALIDADE É O SOL QUE RODA À VOLTA DA TERRA e DA LUA,
    « Responder #178 em: 05 de Setembro de 2011, 14:53:32 »
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  • Olá João,

    Sabe-se que, Copérnico, apresentou a teoria do Sol no Centro e a Terra a rodar à sua volta, como uma mera hipótese. 
    E, como poderia ele ter a certeza de que era o Sol que estava no Centro do Universo e que era a Terra que rodava à volta do Sol?
    Ou então, o que foi que o fez adivinhar?
    Copérnico não "adivinhou" nada, pois ninguém tem a certeza absoluta da verdade (muito menos naquele tempo)... ele apenas colocou essa hipótese, estudou-a e confirmou que as suas observações que fazia na altura, com os telescópios que existiam, e também a olho nu, que o subconjunto de fenómenos que até ali se podiam explicar com o geocentrismo também se podiam explicar com o heliocentrismo. Para além disso, havia fenómenos adicionais que só foram explicados com o heliocentrismo e o geocentrismo não.
    Digamos que o heliocentrismo "pegou moda" até aos dias de hoje porque é a única teoria que tem explicação para tudo o que vê, seja a olho nu ou com a ajuda de instrumentos.
    Portanto, havendo uma teoria que explica mais coisas do que a outra, é normal que a primeira seja aquela que é universalmente aceite.
    A parte mais "espectacular" surgiu mais tarde com Kepler, que pela primeira vez conseguiu explicar os movimentos dos planetas com base em equações matemáticas simples (em função do tempo) e dessa forma consegue prever o que vai acontecer no futuro, bastando para isso escolher o valor da variável "tempo".
    É com estas equações que se programa simuladores como o Celestia e o Stellarium, que em função da variável "tempo" posicionam os planetas nos sítios certos.
    Já agora, também é importante realçar que é com essas equações que os cientistas conseguem calcular quando é que uma sonda chega mais depressa a Marte, determinando para isso em que altura é que os planetas Terra e Marte estão mais próximos, por exemplo.

    Citar
    As muitas e prolongadas observações que fiz a partir de 1941/42, e que qualquer pessoa pode, também, fazer mesmo a olho nu, mostraram-me que a recta que nos indica exactamente o lugar do Polo Norte celeste, zénite do Polo norte terrestre, não se pode confundir com o ângulo de visão entre o Polo norte celeste e a recta que nos dá a visão da Estrela Polar. E pode ver-se que esse ângulo não se alterou nestes 70 anos já decorridos.
    E, o que dizer-se do que simultaneamente se passa com o Polo sul?
    Ou o que se pode observar, ao longo do ano, entre as Linhas do Equador terrestre e do celeste?
    Não sei se percebi a sua questão. Uma coisa é o zénite, outra é a posição da estrela polar. Portugal está situado entre o Pólo Norte e o Equador, por isso é que a Estrela Polar está situada no céu a "meia distância" entre o horizonte e o zénite. Se o João um dia fosse ao Pólo Norte veria a Estrela Polar exactamente no zénite.

    Citar
    Talvez pudéssemos ainda supor o que se poderia ver, se, munidos de um tubo de ferro, perfeitamente recto, de uns 10 metros de comprimento, fizéssemos mover um cursor com um telescópio que o percorresse de um extremo ao outro.
    Nem seria difícil experimentar!
    Pois aí, se teria de ver, que teríamos de ver, sempre, o pontinho luminoso da Estrela Polar no centro da última lente, qualquer que fosse o lugar do telescópio ao longo do tubo, rigorosamente perpendicular à recta do raio de luz que dela, a mais próxima da recta do Eixo da Terra e do Polo norte celeste, ou bem se veria algo afastada durante a rotação da Terra, num ângulo bem notado de aparente translação da Polar, em apenas 24 horas?.
    Estou baralhado :D Não percebo o porquê dessa experiência...

    Citar
    Por outro lado, a ser verdade que as estrelas se encontrem, não só a grandes distâncias, umas das outras, como de nós próprios, um real movimento de translação da Terra com um diâmetro de 300 milhões de quilómetros, não poderia deixar de alterar, consideravelmente, esse ângulo de visão, quaisquer que fossem as distâncias entre as estrelas e aquela a que, qualquer que fosse, estivesse de nós a Estrela Polar, na mesma recta, que dependeria do ponto de observação em movimento anual
       
    Será que estarei a raciocinar bem?
    Se a Terra tivesse deslocações da ordem de grandeza da distância às estrelas, tudo seria diferente e obviamente impossível de acontecer, porque isso significaria que a Terra ia ter uma velocidade igual ou maior do que a velocidade da luz, o que só é possível se a massa do corpo tender para 0.

    Cumprimentos

    Offline joao candido

    Re:NA REALIDADE É O SOL QUE RODA À VOLTA DA TERRA e DA LUA,
    « Responder #179 em: 06 de Setembro de 2011, 11:19:21 »
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  • Bom dia
    Já agora vou esperar que o Amigo Jplacebe nos venha dizer o que se lhe oferecer sobre o Post ou #
    Mensagem científica que nos apresentou ultimamente o nosso Amigo xerife.
    Muito obrigado
    João Cândido

     


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