Caro jplacebo
Na minha modesta opinião, não podemos pensar que a Lua e a Terra se podem assemelhar, inteiramente, a um disco voador que rode à volta do Sol, transportando no seu centro a Terra e, num ponto da sua extremidade, a Lua!; pois, o que leva a Lua a girar à volta da Terra descrevendo, na realidade, uma curva fechada, a sua órbita, não é um conjunto parecido com um disco, mas sim um conjunto gravitacional, cujas leis físicas são as próprias de cada conjunto de dois ou mais astros, segundo as suas massas, as distâncias e as suas velocidades e direcções de movimentos relativos.
Por outro lado, as distancias a que se encontram os três astros, principalmente o Sol da Terra, não pode permitir um modelo centrado no Sol, mas sim na Terra, tornando a crença de que o Sol deverá ser o Centro gravitacional por ter o poder de a todos atrair atribuindo-se-lhe, tanto uma massa, como um volume e diâmetro mais convenientes à sua confirmação o que se verá desmentido na explicação de certos fenómenos astronómicos.
Assim, considerando o espaço sideral dentro da órbita de Marte, nenhum modelo figurativo poderá explicar, perfeitamente, os fenómenos astronómicos resultantes destes astros sem considerar a Terra como o centro gravitacional deles. Isto é, encontrar-se a razão pela qual se poderá substituir a ideia de que só o Sol tal como é entendido pode ser o agente causador da situação do conjunto sideral.
Não será possível aceitar-se que possa explicar-se o fenómeno das fases da Lua, por exemplo, uma vez que não se considere a Terra como centro da órbita da Lua e do Sol, a serem iluminados pelo Sol em cada momento do descrever da sua órbita à volta da Terra e da Lua, e, outras vezes, aceitando a Lua como um astro que acompanha (e de que maneira!), a Terra no seu suposto movimento à volta do Sol. As incongruências impedirão a perfeita compreensão do fim pretendido: a manutenção da crença no heliocentrismo.
E, assim, surgirá finalmente a pergunta:
Mas, não sendo o Sol com todos os seus poderes já atribuídos, o que será que obriga a ser a Terra a estar no centro?
E, como será possível que ela possa obrigar a que todos os outros astros girem à sua volta dentro da Esfera Celeste?
Assim, serão estas, as perguntas a que, finalmente, convirá responder!
Até breve
João Cândido