João, estou a ver que ainda não explorou o stellarium e, receio, nem o deseja fazer.
No lado esquerdo do écran, tem vários botões. O terceiro a contar de cima é o botão 'Céu e opções da Janela'. Dá para ver tudo o que pretende e muito mais. Mostra as órbitas dos planetas e mostra as linhas. Quanto à Esfera Celestial, pode ver a grelha equatorial, a grelha azimutal, a linha do equador, a linha de merediano, a linha da eliptica e outras coisas mais...
Há muitos botões e muitas opções para definir e configurar da forma que desejar.
Pode escolher o ponto de observação na Terra ou noutro planeta à sua escolha.
Pode usar o Google Earth para escolher qualquer coordenada da sua preferência. Dá para escolher até a sua própria casa, se assim o desejar.
Dá para 'esconder' a superfície para ver o que se passa abaixo dela, onde está o Sol, a Lua, os planetas, as estrelas, as constelações, os satélites, alguns asteróides identificados, etc, etc, etc.
Pode escolher o momento exacto (ao segundo!), a localização exacta e a direcção exacta para onde olhar. O que você vai ver no simulador, é o que você irá ver (ou viu) na realidade.
Pode avançar o tempo com a velocidade que quiser e observar detalhadamente a trajectórias de todos os corpos celestes que temos vindo a falar. Com as linhas de trajectórias assinaladas e com o tempo a rolar em movimento rápido é fácil ver o que está errado (ou o que está certo) comparando com o que acontece na realidade.
Dá para ver em que constelação os planetas e as estrelas estão projectadas, acima ou abaixo da superfície. Dá, até, para ver o que se passa no hemisfério Sul, sem tirar os pés do hemisfério Norte.
É fácil ver (se escolher ver as linhas das trajectórias dos planetas) que todos os planetas do sistema solar rodam à volta do Sol e dá para seguir os seus movimentos em tempo acelerado. Se alguma coisa está errada nisto, porque é que as posições batem certo quando esses planetas podem ser observados daqui da Terra?
Se escolher o ponto de observação em outro planeta, também poderá ver a Terra a rodar à volta do Sol. E é fácil de ver que as posições correctas são essas.
Tudo tem lógica, João.
Na minha opinião, o João agarrou-se afincadamente a essa forma de ver as coisas durante muito tempo e agora não quer ver esse tempo perdido. É muito fácil ver que o simulador bate certo e seria muito fácil ver que o simulador estaria errado, caso estivesse.
Tente ver as coisas pelo prisma que não concorda. Mostre-nos onde está o erro deste modelo.
Repare: se temos as posições de cada astro, a linha de trajectória, o local de observação e o tempo, e as posições estão correctas com o que estamos a observar, o que é não está certo?
